Edusa Pereira foi destaque no trabalho desenvolvido pela Garantia dos Direitos da Pessoa Idosa. Feminista histórica, Edusa abraçou a causa da pessoa idosa ao observar que o movimento feminista enfatizava os direitos reprodutivos e os direitos sexuais das mulheres e, com isso, as idosas não tinham um espaço específico. Foi então que resolveu desenvolver um trabalho voltado para as mulheres idosas com foco em ações para inclusão política e social desse segmento como mulheres ativas, capazes, com direito ao envelhecimento livre do preconceito de gênero superando o viés assistencialista seja, na saúde, seja na política de assistência social.
As ações
desenvolvidas por Edusa, aos 84 anos, não são poucas. Atualmente, ela é
coordenadora do Comitê Interinstitucional Pró-Mulher Idosa da Secretaria da
Mulher de Pernambuco (SecMulher-PE), conselheira do Conselho Estadual de
Direitos da Mulher (CEDIM-PE), membro do Conselho Estadual de Direitos da
Pessoa Idosa (CEDI-PE) e consultora da Caravana da Cidadania do Ministério Público
de Pernambuco (MPPE-PE).
“Nossa maior
conquista em parceria com a Secretaria da Mulher de Pernambuco foi a
descentralização das políticas públicas voltadas para as mulheres idosas. Além
de desenvolvermos ações na Região Metropolitana, tivemos o mérito de levá-las
para o interior do Estado”, revela. Ela acrescenta que tudo isso só foi
possível devido a criação dos fóruns estaduais e Nacional da Mulher Idosa, além
do Comitê Interinstitucional Pró-Mulher Idosa, da Secretaria da Mulher de
Pernambuco. “Nesses espaços são realizadas discussões que constroem políticas públicas
em prol dos direitos das idosas, como, por exemplo, a campanha de combate da
violência contra a mulher idosa que circulou em todo o estado”, conclui.
A indicação do nome de Edusa Pereira ao Prêmio de Direitos Humanos na categoria de Garantia dos Direitos da Pessoa Idosa partiu de Yélena Fátima Monteiro Araújo, Promotora de Justiça da capital, com atuação na Promotoria do Idoso no Recife, em reconhecimento à sua contribuição em defesa dos direitos da pessoa idosa no Estado.
A indicação do nome de Edusa Pereira ao Prêmio de Direitos Humanos na categoria de Garantia dos Direitos da Pessoa Idosa partiu de Yélena Fátima Monteiro Araújo, Promotora de Justiça da capital, com atuação na Promotoria do Idoso no Recife, em reconhecimento à sua contribuição em defesa dos direitos da pessoa idosa no Estado.
Edusa
Pereira diz que a premiação não é só dela, mas de todas as pessoas que
acreditam nos direitos humanos, que embora pareçam esquecidos diante das
atrocidades recentes ocorridas na Europa, são defendidos internacionalmente,
desde a 2ª guerra mundial. “Essa premiação é de todos e todas nós. Ninguém faz
nada sozinho. Eu acredito na paz, e defendo os direitos humanos de mulheres e
homens junto com um grupo de pessoas amigas e instituições parceiras e
comprometidas com a democracia.”
ENTREGA DO PRÊMIO - A cerimônia de entrega da 21ª Edição do Prêmio Direitos Humanos acontece no dia 9 de dezembro, um dia antes da data em que se comemoram os 67 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em Brasília. Os premiados foram avaliados por uma comissão presidida pelo secretário Especial de Direitos Humanos, Rogério Sottili.
ENTREGA DO PRÊMIO - A cerimônia de entrega da 21ª Edição do Prêmio Direitos Humanos acontece no dia 9 de dezembro, um dia antes da data em que se comemoram os 67 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em Brasília. Os premiados foram avaliados por uma comissão presidida pelo secretário Especial de Direitos Humanos, Rogério Sottili.
A comissão
julgadora foi constituída por diversas personalidades e indivíduos com serviços
realizados em prol dos Direitos Humanos. Ela foi formada pela cantora Ellen
Oléria, o professor da Universidade de São Paulo (USP), Moacir Gadotti, a
coordenadora do Núcleo de Estudos Para a Paz e Direitos Humanos da Universidade
de Brasília, Nair Bicalho, a professora a Nazaré Tavares e o militante de
Direitos Humanos, Paulo Carbonari
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